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Fórum de Ideias | Dia da Mulher

O Dia da Mulher não existe para que nos dêem flores. 

Existe para que nos lembremos do caminho que já foi percorrido por outras Mulheres antes de nós, e para pensarmos nos passos seguintes.


35% das mulheres no mundo já sofreu violência física e/ou sexual por parte de um parceiro ou violência sexual por parte de um não-parceiro em algum momento da vida.

Dois terços das vítimas de homicídios familiares são mulheres, mas apenas 20% das vítimas de todos os homicídios são mulheres.

Metade dos países em regiões em desenvolvimento tem pelo menos 30% de casos de vítimas de violência doméstica que a suportam toda a vida. Mais de metade dos países desenvolvidos tem pelo menos 20% de vítimas nesta situação.

Nos 29 países da África e Médio Oriente onde essa prática é aceite, mais de 125 milhões de mulheres sofreram mutilação genital.

Na maioria dos países, menos de 40% das mulheres vítimas de violência procura ajuda. Menos de 10% informa a polícia.

Fonte: Nações Unidas, The World's Women 2015
(Espreitem o site e os restantes capítulos, são um bom wake up call)

EDIT: Espreitem também este artigo da Amnistia Internacional, cheio de factos que nos mostram que estamos longe da igualdade e da justiça. Muito longe.

Feliz Dia da Mulher.

Personal | A aprender a escrever

Sempre fui uma rapariga das ciências. Português era uma seca, poesia era coisa para me fazer "cortar os pulsos", e a única coisa que eu gostava de fazer relacionado com isso era ler. Ler, ler, e ler mais um bocadinho, até adormecer com os livros à minha beira [quem nunca?!]!


A escrita nunca fez parte dos meus hábitos. E porquê? "Porque eu não sei escrever!", responderia eu. No entanto, sempre me deixei inspirar e, tal como faço ao criar uma personagem quando tenho um papel para levar a cena, deixava a imaginação fluir e criava narrativas inteiras na minha cabeça, ou apenas frases que julgava que devia registar. Mas nunca o fazia "porque eu não sei escrever!", portanto nem valia a pena.

Bom, embora continue a achar que "não sei escrever" - tenho um registo muito coloquial, pouco lírico e sabendo que eu própria não me leria com o mesmo entusiasmo que leio qualquer um dos meus autores favoritos, decidi que chegou a altura de quebrar essa barreira que levantei a mim mesma, tal como já levantei a barreira da poesia e a barreira que tinha contra a "utilidade da interpretação de textos" - o teatro faz maravilhas (risos)!