Quando a ficção é real: 1984 e a Coreia do Norte

Retratografia | Night Owl

Novo ano, novo projecto, novos objectivos e desafios. Foi de coração aberto e cabeça no céu que abracei o desafio que a Catarina nos propôs: Retratografia. Um tema por mês, e um desafio: dedicarmo-nos aos retratos, tendo como base esse tema. Como podem imaginar, eu não podia deixar passar esta oportunidade de finalmente ter uma desculpa para sair da minha zona de conforto e fazer o que já quero fazer há anos!

SOFIA, A MINHA NIGHT OWL PREFERIDA

Começamos em grande: o primeiro tema que a Catarina nos propôs foi Night Owl. Noite? Óbvio. Mas por onde ir? Para mim também foi óbvio: convidei imediatamente a night owl da minha vida, a minha querida Sofia. Dona de uma capacidade impressionante de trabalhar e ler noite dentro, até horas que eu não entendo como são humanamente possíveis. Já lhe tinha prometido umas fotos há meses, e esta foi a desculpa perfeita para a captar no seu ambiente.






If it doesn't spark joy, isso não significa que é lixo

Ainda estava em casa dos meus pais quando me rendi à febre da Marie Kondo - já lá vão uns tempos, portanto. Reconheço que há todo um lado espiritual que me faz uma certa confusão, porque, apesar de dar valor aos meus pertences, não consigo reconhecer uma "alma" em todos eles. Ainda assim, julgo ser uma boa técnica para termos mais atenção ao que já temos e ao que nos faz falta.

O Método KonMari

Se não sabem do que falo, Marie Kondo é uma "expert em arrumação", se assim lhe podemos chamar, e criou um método que nos guia pela "destralhagem" e organização dos nossos espaços e objectos: o método
KonMari. Neste momento anda por aí espalhada uma febre de KonMari porque a Netflix fez com ela uma série bem ao estilo de hoarder americano, mas mais realista - não vemos casas assustadoras, cheias de lixo, mas sim pessoas normais, famílias que não sabem por onde começar a tratar do caos da sua casa nem como a manter em condições. Relatable, portanto.

De uma forma muito geral, o método KonMari procura fazer-nos reflectir sobre o que devemos ou não manter, e como. Começando pela roupa, passando depois aos livros, papéis, komono (que são as tralhinhas diversas na nossa casa) e, por fim, aos itens sentimentais, este método diz-nos que devemos juntar todos os nossos pertences em cada categoria e de seguida, segurando cada um, perguntar-nos se nos "traz alegria". Does it spark joy? Se sim, guardamos - uma casa para tudo, e tudo na sua casa. Se não, agradecemos e damos um novo destino ao item.


E qual é o destino do que não nos traz alegria?

Tu abrigo es mi abrigo

Longe vão os dias em que achava que havia "roupa de homem" e "roupa de mulher". Talvez devesse ter avisado o Zé: a partir do momento em que uma peça de roupa está em minha casa, eu sinto-me no direito de a usar. Bidas! E quando falamos de um casaco de couro que deve ter tantos anos quanto eu, melhor ainda.

Coat - Stolen from Zé :p | Sweater - Rosegal | Scarf - Zara | Jeans - Lefties - Shoes - Vintage
Fotografia de José Santos


No dia em que o Zé ficou com este casaco porque o Pai dele não o usava, eu avisei logo: olha que vou dar umas voltas com ele. Risada do costume por eu estar sempre a topar o que pode ter uma nova vida, mas a verdade é mesmo essa: quantas são as peças que temos, autênticas relíquias de família, que ficam paradas no armário ou porque são antigas, ou porque são de mulher ou de homem, ou porque temos outra parecida - e provavelmente de qualidade muito inferior -... é dar uma nova vida à roupa, gente! Agradece o guarda-roupa, a carteira e o ambiente!