Photo | A Beautiful Week | Novembro

Back in business num saltinho rápido para cumprir o que nunca ficou em pausa: o  A Beautiful Week - o desafio mensal com base no curso Capture Real Life in 52 Weeks do blog A Beautiful Mess. Parece impressionante como o tempo voa - quando nos metemos nisto parecia que não teria fim e agora já só falta um mês...e se se revelar tão cheio como o resto do ano, vai passar a correr de novo! Confesso que este mês pouco fotografei, por isso mesmo: o tempo pareceu voar, ando com alguns projectos paralelos (alguns deles relacionados com fotografia também), e no meio disto tudo, lá se foi o foco neste desafio. Mas, ainda assim, com uma pequena batota e uma avalanche de fotos da Suíça, cá ficam os clicks deste mês!

Week Fourty-Five - Balance

Felizmente para mim, o centro da imagem como ponto principal da foto e a simetria são velhos amigos meus. Sempre gostei deste estilo de imagem - sim, com o devido risco de que a mesma fique estática ou, em casos graves, aborrecida. Há que procurar o nosso objectivo com ela.



Photo | A Beautiful Week | Outubro

Uma pequena pausa-na-pausa para trazer algo que todos os meses me motiva a criar: o nosso A Beautiful Week! O desafio mensal com base no curso Capture Real Life in 52 Weeks do blog A Beautiful Mess que, para este mês, confesso, não li - fiquei-me pelos temas, espero não ter falhado por muito! A verdade é que sabia o que tinha que capturar mas não fotografei com esse propósito. Se me seguem pelo Instagram devem ter reparado que andei por terras helvéticas então seria impossível não ter voltado cheia de fotografias.

Week Forty - Zero Waste



No mês em que descobrimos que podemos ter apenas 12 anos para corrigir o mal que fazemos à nossa Casa, e no mês em que consegui ver ao longe os Alpes, que em 12 anos perderam 25% da sua área, não podia deixar de abraçar o desafio de tentar perceber como posso reduzir o impacto da minha passagem pela Terra. E se já há coisas em que sei que estou no bom caminho (algumas referi neste post, mas desde então já melhorei em muitas outras, felizmente!), outras há em que tenho muito a fazer: mover-me de forma mais sustentável; consumir menos carne; avaliar a origem e a pegada ecológica dos produtos que compro; distinguir entre um simples desejo de consumo e uma necessidade. A verdade é que ver a próxima geração a crescer e saber que estou a estragar a sua casa faz-me sentir culpada. E bom, se essa culpa me fizer ter mais cuidado, venha ela então.

Personal | Bloqueios

Fases. Acho que tod@s já passamos pelo "porque é que faço isto?" - sendo "isto" escrever, fotografar, representar, ou qualquer outra coisa que requer a nossa criatividade e tempo livre -. Tenho feito esta pergunta a mim mesma muitas vezes, e é fácil perceber que este estaminé tem andado mais parado do que é habitual. Encontro de imediato uma resposta na alegria que tenho ao capturar uma imagem de um momento genuíno, ao discutir algum assunto convosco lá em baixo nos comentários, ao sentir a alegria de pisar o palco e brincar ao faz de conta. Mas nem sempre é fácil motivar-me quando tudo parece abrandar e arrefecer - o esforço para recuperar o ritmo tem que ser posto em prática, e nem sempre temos o mindset correcto para dar o próximo passo. Nem sempre a nossa percepção do que fazemos está alinhada com a percepção dos outros e isso deixa-me a perguntar "para quê?" e "será que eu sei o que estou a fazer?"...


Não tenho dicas ou soluções milagrosas. Às vezes o melhor é mesmo reconhecer este estado de espírito e bom, analisar prioridades. Se preciso de tempo para a actividade x e isso implica aliviar a actividade y, assim seja. Se tenho a cabeça noutro sítio e não consigo focar-me a 100%, posso tentar trabalhar com os 75% que ela me dá e ver o que sai daí - se for bom, provavelmente consigo motivar-me; se não, guardo para outra altura.
Já falei sobre como alimentar a criatividade neste post e talvez esteja na altura de lhe dar também um pouco de atenção. O que sei é que não posso - nem quero - largar o osso. As nossas paixões são o que alimenta os nossos momentos felizes, desde que venham com equilíbrio à mistura, e deixar isso desvanecer seria negar uma parte de nós.