Então agora GOT é anti-feminista?!

!ALERTA SPOILERS!

Se acompanham Game of Thrones e ainda não chegaram ao final, sugiro que se retirem de fininho e voltem aqui quando acabarem - a série é só um pretexto para esta discussão mas de certeza que vou escrever algo que vocês não querem ler!

E agora, o verdadeiro assunto:

Caramba. Eu sou feminista. Digo-o quantas vezes for necessário, com todo o orgulho e a força que já vai sendo preciso ter para dizer isto porque aparentemente continua a ser preciso explicar o que é o feminismo e uma pessoa cansa-se. Mas nem tudo é "militância". As mulheres não têm que ser glorificadas e dadas como a melhor das opções em todo e qualquer contexto só por serem mulheres.

A Dany deu a louca. A Arya teve medo. A Cersei fraquejou. O Jon mostrou ser um homem "do bem" e adepto do "for the greater good". E não sei se passo demasiado tempo a ver memes e comentários, mas ver mulheres a dizer que isto é misoginia faz-me confusão.

Votar nas Eleições Europeias: Para quê?

As eleições europeias aproximam-se a passos largos: no próximo dia 26 de Maio, Domingo, há encontro marcado nas urnas por esse Portugal - e Europa - fora.

Em 2014 registamos a taxa de abstenção mais alta na história das eleições europeias: apenas 42,5% dos eleitores europeus foram votar. O que significa que 57,5% dos europeus deixaram a escolha na mão dos outros eleitores. Em Portugal, 66,2% dos eleitores abdicaram do seu direito de escolha e da sua voz, segundo o PORDATA.

Mas vale a pena votar?


Talvez já tenham percebido qual é o meu ponto de vista sobre esta questão pelo parágrafo anterior. Não vejo o voto como um direito a exercer apenas se nos apetecer, ou a abstenção como uma arma de arremesso quando achamos que "são todos iguais". Deixar a escolha na mão dos outros eleitores e depois dizer "não quero saber de política, são todos iguais" é descartar-se de toda a responsabilidade que esse direito traz consigo. É perder também o direito de dizer precisamente o que tanto se gosta de apregoar: que é tudo igual e não vale a pena. Mais do que um direito, vejo o voto como um dever - o nosso dever de zelar pelos nossos próprios interesses, individuais e colectivos, como cidadãos de democracias livres e funcionais. Não pretendo vir aqui dar uma de cidadã exemplar ou de tentar dar "lições de moral" a ninguém, mas gostava de ver uma maior participação e interesse por estes assuntos que são, efectivamente, fulcrais na vida de tod@s nós.

Dito isto:

O que se decide nas eleições europeias?

Jiji à Lyon: Parc de La Tête d'Or ou o parque dos meus sonhos

Há pouco mais de um ano atrás, passeava pelas ruas de Lyon com a malta da in skené. E que traça com que já estou de repetir a dose (embora tenha ido à Suíça em Outubro e ainda nem tenha começado a falar disso por cá!). Que vontade de voltar ao Mundo e de conhecer novos recantos como este magnífico parque.

Parc de La Tête d'Or




Já o disse por cá: fui para Lyon sem fazer a mínima ideia do que esperar. E foi maravilhoso. O Parc de La Tête d'Or foi dos lugares que mais me encantou - logo a seguir a Vieux Lyon, zona da qual já vos falei. Este é o maior parque urbano de França, contando com um zoo, um lago com barquinhos, um jardim botânico, estufas (e como eu adorei as estufas!), póneis, veados, e todo um mundo de ambientes diferentes, perfeitos para famílias, turistas, e só para uma corrida ou um livro ao final da tarde.

Feelin' it

Pronto. Confesso. Estava, de facto, num dia daqueles em que tudo parece correr bem e bater certo e as estrelas se alinham e até sem maquilhagem (fora o batonzito!) me estava sentir a última bolacha do pacote. Desses dias.

Pants - Lefties | Jacket & Shirt & Bag - Vintage | Sunglasses - Nafta Vintage | Shoes - Primark
Fotografia de José Santos

Será culpa do vintage?

Culpem a minha camisa leopardo a ser usada com o meu mais-que-querido lacinho. Culpem o casaco que roubei - again - ao Zé. Culpem as minhas calças com racing stripes, que também já apareceram por cá. Culpem os meus óculos lindinhos que pus na cara por gozo e acabaram por se tornar na minha nova paixão assolapada, exactamente como aconteceu com a carteira. Socorro. Serei uma hipster e não sabia?

Almejando outra visita ao Almeja

Foi ainda no ano passado que tive o prazer de, a convite da Zomato, estar presente num jantar no Almeja que nos permitiu conhecer este espaço, na altura aberto recentemente, o seu conceito, e também uma nova forma de fazer chegar a água aos nossos copos na restauração e em empresas: as garrafas d'água.




O Almeja aproveitou a recuperação de um edifício no coração da Rua Fernandes Tomás para trazer à Baixa um espaço lindíssimo, acolhedor e ao mesmo tempo moderno. O seu conceito de casual fine dinning, conjugado com a sua preocupação com a sustentabilidade e com a utilização de produtos frescos, que vêm directamente dos produtores, garantem que cada visita será diferente, fresca e saborosa - tanto que os menus estão sempre a mudar, e podem espreitar o mais recente no site.

Neste jantar, conhecemos também a d'água, uma marca portuguesa que se foca na purificação da água que nos é servida na torneira e que permite que após esse processo a água seja engarrafada em garrafas bonitas, reutilizáveis e seguras que são um mimo para a vista e para o ambiente.


Nesta visita, começamos o jantar com pão, azeite e manteiga caseira, como não podia deixar de ser - e um shout out da louca do couvert para a manteiga que foi só a melhor que já comi. Demos início às festividades com cogumelos silvestres com tupinambo e limão, numa mistura de sabores forte e salgada.

Iniciamos os pratos principais com um arroz "Negro" do Mondego com peixe, choco e salicórnia que me fez conhecer o meu amor por bacalhau fresco - que, acreditem, é óptimo! - seguido de porco Bísaro com legumes de outono, que provavelmente foi o meu preferido - dêem-me um puré de abóbora como acompanhamento a uma carne saborosa e bem grelhada e eu sou uma mulher feliz.