Personal | Como chegar a Horas - ou - Crónicas de uma Atrasada

Não tenho qualquer orgulho naquilo que vou escrever de seguida: sou daquelas que chega sempre atrasada. Reconheço que não sou um caso crítico de "vais esperar por mim 20 minutos e eu vou chegar à tua beira como se nada fosse", mas os 10 minutinhos "do charme" são garantidos. E mais do que fazer com que as outras pessoas se passem comigo, esse atraso faz-me sentir-me uma pessoa horrível e, no entanto, é recorrente - mas se eu não gosto disto e sei que o faço, porque é que deixo que aconteça?!

A verdade é que não sei responder. Parece sempre que o tempo é suficiente para fazer tudo antes de me pôr a caminho e, do nada, escorre-me por entre os dedos e quando são horas de estar sei-lá-onde, estou eu a pegar na carteira e a sair de casa a correr (e potencialmente a deixar metade das coisas que devia trazer comigo para trás). Acrescentemos a isto um feitio que fica rabugento quando está stressado, e que fica stressado quando ando a correr, e temos um cocktail explosivo.

Assim sendo, vou meter mãos à obra: tenho - TE-NHO - que começar a ser mais pontual. Então qual é o meu plano?

1. Rodear-me de relógios

E já comecei: este relógio que coloquei na parede da cozinha está literalmente à frente do meu spot para o pequeno almoço. É impossível não ficar atenta às horas e deixar-me ir na ronha do sol matinal. Portanto, ou acordo cedo, ou não há manhãs calmas para ninguém - e a propósito,
as dicas que escrevi neste post estariam a funcionar melhor se eu de facto me deitasse mais cedo. Ainda não pegou. Já me levanto mais cedo mas continuo a correr!

No quarto já está o despertador, agora falta um na sala, e o do escritório estaria lá se o gato não o tivesse partido. lol

Clock - c/o Rosegal

Photo + Travel | Seia e a Serra

Estando a ressacar gravemente pelo bom tempo (a sério) e por uns dias ao sol, resolvi recordar as minhas mini-férias do Verão passado, passadas em Seia, incluindo também algumas imagens do início da Primavera de 2017, em que pus os pés na neve da Serra da Estrela. Se vou mostrar por aqui uma das minhas zonas preferidas do país, mostro-vos já como é bonita em qualquer altura do ano!






Se no início da Primavera fui lá só de visita e passei um dia na melhor companhia e com as melhores vistas, capazes de cortar a respiração tanto pela sua beleza como pelo frio que se fazia sentir, já no Verão tive umas mini-férias perfeitas para recarregar baterias. Nesta última visita, fiquei alojada na Quinta do Crestelo, e não poderia recomendar mais este local.

Ficamos num pequeno mas acolhedor e agradável apartamento, com todas as comodidades e num edifício lindo, rural e com uma luz belíssima - e uma vizinha de quatro patas que animou a nossa estadia! Dentro do complexo encontram uma piscina com um relvado à volta e um terreno sem fim a explorar, cheio de natureza e recantos bonitos. Até o restaurante é muito bom e tem um ambiente muito simpático.

Outfit | Chubby Bunny

Há duas condições que imponho ao que visto para que me possa sentir bem: tem que me deixar confortável (ou seja, segura), e tem que bater certo com o meu estado de espírito. E, embora queira estar em modo "é Primavera e a vida é uma festa", a verdade é que ainda estou mais em mood de "Domingo é dia de ronha mas pronto, se formos sair eu faço um esforço". E cá está, o conjunto de hoje é o esforço!

Dress - Sfera | Coat - Thrifted | Scarf - Primark | Bag - Zara | Boots - Mango
Fotografia de José Santos


Ainda apetecem os cachecóis e os casacões de malha. Em modo de negação, lá insisto em mostrar as pernas, mas só quando sei que não vou andar muito tempo na rua. Mas o conforto tem que estar lá - a roupa não foi feita para nos obrigar a nada nem para nos fazer duvidar de nós mesm@s, mas sim para nos fazer sentir bem. Portanto, seja de mini-saia ou com um casacão de malha, ou com os dois ao mesmo tempo, o que importa é que nos sintamos bem!

Enjoy + Photo + Personal | La Ronde e o trabalho com os melhores

A ideia borbulhava há anos: fazer uma residência artística em Gondomar. Quando o Carlos Vieira acreditou em nós e propôs que a in skené levasse o sonho para a frente, automaticamente aceitamos o desafio, e assim nasceu o Residências: um projecto de residência artística com contornos internacionais, que na sua primeira edição junta actores e companhias de duas cidades geminadas - Gondomar, no Porto, e Feyzin, em Lyon. Queremos trazer a cultura a tod@s, a todo o lado. E estamos a fazê-lo!






La Ronde, a partir do texto de Arthur Schnitzler, com tradução de Sofia Araújo, encenação de Alexis Henon, e interpretação de Ana Catarina Vigário, Carlos Vieira, Nuno Nolasco e Sarah J. M'rad, estreia hoje e estará em cena até 7 de Abril, às 21h30 no Auditório Municipal de Gondomar. Partimos depois para Lyon, de 25 a 28 de Abril no Thêatre Le Rex em Feyzin.






A verdade é que não poderia estar mais entusiasmada com tudo isto. A oportunidade de fotografar estes quatro magníficos, de aprender com quem faz disto profissão, de ver e aprender novos métodos, movimentos, visões em palco, e, confesso, de perceber que nós só somos "amadores" porque fazemos isto com amor e voluntariamente - porque não ficamos a dever nada aos profissionais.