Personal | Como fingir que estás de férias

Não devo estar sozinha no "drama" que a seguir vos apresento. Este ano as minhas férias estão divididas de uma forma estranha, gastas em viagens (o que é bom!), mas isto faz com que eu não tenha grandes férias de Verão. Ora, eu adoro viajar, mas também gosto de ser um pastelinho rodeado de livros na praia. Então, como tentar recuperar essa sensação, mesmo sem estar de papo para o ar o dia todo? Ontem prometi-vos lá pelo meu Instagram, e hoje cumpro. Porque ainda há muito Verão pela frente, vale a pena tentar!

Biquini - c/o Rosegal

Larga o telemóvel

* Ganhas imenso tempo livre extra *

Really? Reeeeeally. Perdemos muito, muito tempo nisto. Eu, que não me considero uma "viciada", dou por mim a perder imenso tempo quando era só "ver as notificações num instante". Scroll, stories, só mais uma ou duas fotos no Instagram. As redes sociais são giras, mas a melhor coisa que tenho feito é abandonar propositadamente o telemóvel no quarto, por muito forte que seja a tentação do scroll. Tenho lido muito mais, aproveitado para pôr as tarefas em dia, acabado as séries penduradas, e dado por mim a sentir-me muito melhor por aproveitar o meu tempo. A propósito disto, vejam este vídeo da Sorelle (mesmo a jeito!) e comprovem que não é só teoria minha.


Aproveita bem as horas de trabalho

* Maior produtividade vai permitir que saias a horas *

Uma das razões porque tendemos a acumular trabalho, obrigando-nos a sair mais tarde, é por não sermos tão produtivos quando devíamos durante as horas em que devíamos estar efectivamente a trabalhar. É quase um mal nacional, e sei perfeitamente que em algumas empresas quase acaba por parecer mal se sairmos a horas. Mas se olharmos para países tido como altamente eficientes e produtivos, a verdade é que a prática comum é sair a horas e aproveitar o tempo livre, e se for necessário ficar a trabalhar até mais tarde com frequência é sinal de que o trabalho não está a ser bem feito - vejam as práticas comuns na Alemanha e na Dinamarca, por exemplo. Bem sei que em alguns casos há mesmo trabalho a mais acumulado numa só pessoa e que isto quase só se aplica a quem tem horários fixos. Mas se puderem, força, fé e foco, e toca a sair a horas decentes. Os fins de tarde têm muito para dar, e a vida não pode ser só trabalho!

Photo | O que está errado nestas fotos?

A ideia ressurgiu depois de ver este vídeo aqui. A Sorelle Amore tem sido uma inspiração brutal no meu dia-a-dia - e se não a conhecem, deviam, principalmente se gostam de fotografia e de conteúdo bom e belíssimo! - e relembrou-me deste post de 2016 em que resolvi ir vasculhar a minha galeria no Olhares. E lá no fim do post disse: "Talvez daqui a 10 anos venha ler este post e pense "que raio, Joana, tu em 2016 ainda não fotografavas nada de jeito!""...ainda não passaram 10 anos, mas eu não tenho a pretensão de adivinhar o futuro e sei lá se em 2026 ainda há Jiji, por isso vamos já fazer um check up à situação, mas com olho crítico! Venham daí essas fotos de 2016.

Este foi o ano do 6 on 6 - lembram-se? - por isso foi o ano em que me atirei à fotografia com um fulgor renovado. Por isso, muitas das fotos aqui presentes virão desse contexto - já que era o meu outlet criativo, será também o meu principal objecto de análise.








Composição? Motivo?

Um dos meus sonhos fotográficos é chegar a um ponto em que todas as minhas fotos contem uma história. E para que isso aconteça, há pelo menos dois pontos essenciais: a composição tem que guiar o olhar para onde eu quero, e o motivo tem que ser claro e com conteúdo. Nas fotos acima, consigo encontrar erros neste aspecto - o sol cortado, parecendo um mau crop; objectos à frente de quem eu queria fotografar, e não de uma forma bonita; uma facada numa boneca, que claramente não é a história que quero contar numa festa infantil (lol); fotos que visualmente até são bonitas, mas não dizem muito - a quarta foto tem o bónus da luz bonita, mas devia ter criado algum ponto de interesse.

Personal | Desafio 1 + 3 | Uma Regra: Escolher as minhas Batalhas

Tenho o sangue na guelra. O pavio curto. Fervo em pouca água. Faço tempestades em copos de água. Sofro por antecipação. Parto a louça toda. Ou talvez não. Hoje, dentro do Desafio 1+3 da Carolina, falo-vos de uma regra. Uma regra que tenho vindo a tentar implementar em várias áreas da minha vida - em algumas, com mais sucesso, noutras com menos. Escolher as minhas batalhas.


À medida que cresço - ou será que já devia dizer "envelheço"? - tento que sejam cada vez menos as coisas que me fazem ferver. Não tenho energia para tudo, e comecei a aplicar este filtro numa altura em que me vi a ir abaixo por me importar demaisiado com demasiadas coisas. Quando me convenci de que não podia ser assim, que nem todas as batalhas são minhas, e que, mesmo as que são, eu não tenho que ganhar todas, consegui estabilizar. Não vos dou nenhuma receita milagrosa nem vos digo que a serenidade vem de usar hashtags bonitas (e eu sei lá o que é a serenidade, a minha versão "calma" continua a ser acelerada!), mas se toda a onda de positivismo servir para alguma coisa, que seja para nos ensinar a escolher as nossas batalhas, as nossas prioridades.

Photo | A Beautiful Week | Julho

Juro que pensei que ia precisar de um milagre para conseguir trazer-vos esta edição do A Beautiful Week - mas afinal não! Apesar de ter passado o mês a correr e de nem ter dado conta disso, acabei por registar muitos e bons momentos. Aviso desde já que a técnica ficou para trás e dediquei-me mais às histórias (o que, confesso, nem me faz tanta confusão assim, embora eu saiba que sem contexto elas são difíceis de entender). Aqui fica o resultado de Julho do nosso desafio mensal com base no curso Capture Real Life in 52 Weeks do blog A Beautiful Mess.

Week Twenty-Seven - Smiles

Um tema proposto dentro do grupo e para o qual eu sabia que não seria difícil ter fotos das quais gostasse - ou não fossem os sorrisos genuínos uma das minhas coisas preferidas de capturar. Com uma pequena batota, ficam os momentos passados em família, o Zé a aturar-me tentando que ele posasse para a fotografia, e um extra, com a sua genuína felicidade a olhar para uma das suas coisas preferidas no mundo (nope, não me estou a referir a mim!).





Week Twenty-Eight - Pets

Este mês é totalmente dedicado ao Bao e à sua natureza curiosa, mimalha, e muito - muito! - ...como explicar... chata? Mas é um fofo!



Enjoy | Movie 36 | Animação!

Movie 36 de Julho vem cheio de animação - literalmente, porque este mês só deu bonecada! E, para mim que tenho a mania que só gosto de filmes sérios, devo admitir: foi um mês de bons filmes!


A verdade é que acabei por me esquecer, à medida que fui crescendo, da capacidade que estes filmes têm para nos fazer sonhar e da forma simples e eficaz como conseguem passar mensagens preciosas. O que é certo é que fico mais feliz de cada vez que me deixo envolver neste mundo que me faz ser miúda, deixar a imaginação voar e entrar no enredo que nos agarra e entretém ao mesmo tempo. Nem todos são obras de arte, mas a maioria tem uma boa história para contar. E, adianto já, este mês escolhi dos bons!


Outfit | É uma questão de estilo

Dias há em que quero ser uma princesinha e ser bonitinha e delicada. Dias há em que quero ser cool, urbana e chic. Dias há em que quero ser provocadora, à minha maneira. Dias há em que quero inventar e sentir-me bem, mesmo que não esteja a ser "bonita". O que é isso de ser ou estar bonita?

Jacket - c/o Zaful | Shirt - Vintage | Trousers - Stradivarius | Sneakers - Lefties | Earings - H&M
Fotografias da minha Mãezinha


Isto do estilo é um espelho do nosso sentido estético. E se ele nos arrasta para lugares cheios de cor, que assim seja. Ou se formos para o minimalismo das formas, siga. Bonito não é necessariamente igual para tod@s. Bonito não é necessariamente feminino e revelador. Nem é necessariamente conformista, nem é necessariamente revolucionário também.

Photo + Travel | Jiji à Lyon | Vieux Lyon

Regressamos a Lyon. Depois de uma visita pela cidade no último post, mostro-vos agora a minha zona preferida da cidade: Vieux Lyon. Trata-se do bairro mais antigo da cidade, de características renascentistas, Património da UNESCO.



Esta zona divide-se em três zonas: Saint Jean, Saint Paul e Saint Georges. Estas zonas têm características arquitectónicas e ocupacionais diferentes, mas que no todo formam um conjunto coeso e cheio de vida - claro, hoje em dia a actividade principal é o turismo, mas a história não desapareceu das paredes e das ruas. Percorram cada rua, cada viela, a pé e com calma. Aventurem-se nos pátios que quase parecem privados e que escondem passagens entre ruas que esconderam muitos segredos.





O nosso primeiro contacto com este bairro foi na nossa primeira noite em Lyon e aos primeiros passos eu já estava de câmara em punho aos saltinhos "temos que vir cá de dia!", "quero ver isto vivo!"...e a verdade é que, mesmo de noite, encontramos bons locais para comer, pubs para beber um copo (comida a preços decentes, bebidas a preços assustadores), e pessoas passeando pelas ruas sem problemas.

Enjoy + Fórum de Ideias | Movie 36 | Classic Clichés

Tardou, mas aqui está ele: o Movie 36 de Junho. Dediquei-me aos clássicos cheios de clichés, aqueles que já sabemos como vão acabar mas que mesmo assim vemos (e, talvez, revemos!). Assim sendo, cá estão os três filmes que, provavelmente, era crime eu nunca ter visto:



Mamma Mia! conta-nos a aventura de mãe (Meryl Streep) e filha (Amanda Seyfried) que preparam o casamento desta última, com memórias bem vivas do passado da mãe a voltar para lhe trocar as voltas. Já devem conhecer a história por isso não me alongo, mas claro: o melhor do filme é mesmo a banda sonora! Devo, no entanto, confessar que não fiquei fã. Para além dos momentos cringy que este tipo de comédias românticas são óptimos a criar (salve-se a nossa Merryl que os trata sempre com uma leveza contagiante!), fiquei espantada com a fotografia - pela negativa - e embora o cenário e paisagens sejam de cortar a respiração, acho que visualmente o filme tem um ar muito mais amador do que estaria à espera. Anyway, vale a pena ver, para saber o que é.

Moda & Companhia | As jóias d'Ella

Quem é Ella? Ella é leve, fluída, feminina e suave. Ella é forte e simples e complexa e variada. Ella é a colecção mais recente da Mel Jewel, que tive o prazer de conhecer no seu lançamento, e que me deixou encantada com as suas formas simples, orgânicas e desconstruídas, e a sua singularidade: como é sua marca, cada peça desta colecção, em prata, é única e feita à mão.

Não posso deixar de sentir um carinho especial por esta arte da joalharia. A ourivesaria corre-me no sangue, ou não fosse eu de Gondomar e de uma família em que os meus dois avôs eram ourives e a maioria dos meus tios também o é. A minha avó era "enchedeira" - de filigrana! - e o bicho passou para mim, embora me tenha ficado pelas bijutarias. E tendo este historial de família, há algo que sei com 100% de certeza: os diamantes podem não ser os melhores amigos de uma mulher, mas há algo de mágico que passa numa peça escolhida a dedo ou passada de geração em geração, com a intemporalidade que só uma jóia tem. Não me entendam mal - as minhas jóias preferidas são os anéis mais simples que "roubei" à minha Mãe, com pedras sem qualquer valor mas feitos pelos ourives da minha família com materiais e amor que sobrevivem ao tempo, ao desgaste, e guardam neles muitas memórias.


Fotografia de Mel Jewel


Outfit | 80's Mix

Estas calças - tão giras, tão 80's ou 90's, tão a minha Mãe quando eu era miúda - são a prova viva de que tenho que investir nuns bons jeans. Por norma sou muito forreta nestas coisas e, tendo muita roupa, acho sempre desnecessário gastar 100€ numas calças de ganga (aliás, nunca o fiz!), mas a verdade é que começo a pensar se esta mania de querer ser "poupadinha" não me está a fazer consumir mais só porque sim.

Jeans - Tiffosi | T-shirt - DIY | Blazer - H&M | Boots - Bershka | Bag - Thrifted | Earings - My Kind of Joy Shop
Fotografia de José Santos



Fui espreitar os saldos à Tiffosi numa de tentar comprar uns jeans a um preço porreiro, mas que fossem decentes. Gostei imenso destes, óptimo! Siga, está escolhido. O catch veio ao segundo dia de utilização (porque não se lavam as calças de ganga sempre que se usam, a não ser que queiram ficar sem calças bem rápido!): o tecido cedeu imenso e não voltou à forma original sem ser lavado. E isto, ora, irrita-me. Comprei umas calças que até me ficavam mais justas do que é normal para mim e ao segundo dia estavam a cair-me da cintura.

Foodie | Bao's - Taiwanese Burger

Foi com alguma desconfiança que fui conhecer melhor o Bao's - confesso que a minha primeira visita na Rota de Tapas não me tinha deixado particularmente feliz (culpo os coentros, e não foi nesta última edição!). No entanto, a oportunidade surgiu num Gold Meetup da Zomato e eu não me fiz rogada. E ainda bem, porque pude perceber o verdadeiro conceito e descobri um sítio óptimo para uma refeição agradável, diferente e em conta.


O Bao's - Taiwane Burger apresenta-nos pratos e ideias com um toque asiático, que desafiam o paladar sem serem demasiado estranhos. Começamos o jantar pedindo as bebidas e todos quisemos conhecer o hit da casa: um bubble tea divertido e que provavelmente seria muito insípido para os mais gulosos - para mim, que bebo sempre água às refeições, estava óptimo. Chegaram então os primeiros aperitivos: chips de batata doce, apetitosas e bem temperadas, e as Fries 101, das quais gostei mais, umas batatas fritas acompanhadas de molho de queijo, cebola caramelizada e o misterioso molho 101. Para uma opção mais saudável, provamos também a Salada Formosa, uma salada fresca e leve, com um toque doce muito agradável.




Passando à estrela da companhia: os baos. São um tipo de pãozinho cozido a vapor, com uma textura leve e fofa, e os mais diversos recheios. A estrela do Bao's é um Gua Bao, com barriga de porco desfiada, mas eu optei pelo que todos os que conheciam diziam ser óptimo: o Crab Bao, com caranguejo. Aviso desde já que, se forem como eu e não gostarem de coentros, grande parte deles trazem, portanto retirem ou peçam sem. E, sem os coentros, o Crab Bao estava óptimo! Leve e bem temperado, fresco e confortável ao mesmo tempo. São porções muito pequenas, quase como uma entrada, portanto não poderão fazer uma refeição só com um.

Photo | A Beautiful Week | Junho

A Beautiful Week deste mês foi uma aventura e foi provavelmente o mês que mais puxou por mim! A verdade é que deixei a coisa correr até ao último dia sem pôr em prática as ideias que tinham e...bem, a recta final foi caótica - se espreitaram as stories no meu Instagram terão topado! Assim sendo, segue-se o nosso desafio mensal com base no curso Capture Real Life in 52 Weeks do blog A Beautiful Mess. Com alguma batota à mistura, muito auto-retrato e umas horas de edição em cima!


Week Twenty-Two - Recreate an Image

O objectivo era recrear uma imagem conhecida ou de outro autor que admirássemos. Ora, eu como sou uma tonta e não consegui fazer pesquisa, acabei por optar por recrear uma foto minha de quando era pequenina (provavelmente tirada pelo meu Pai!). E que aventura! Pensei que seria fácil, mas não tinha tantos desafios técnicos há muito: qual a abertura? Qual a distância? Qual a exposição? Tem flash? E a edição? Ah, mas como me soube bem conseguir chegar a algo parecido!




Week Twenty-Three - 90's

Para mim os anos 90 foram anos especiais - a minha infância, os meus primeiros! Por isso, guardo-lhes o carinho de quem reconhece que tudo era uma confusão, de quem sabe que foram caóticos, criativos, alegres, grunge, e tudo o que se pode pedir.



Moda & Companhia | Weddings & Co

Photo + Travel | Jiji à Lyon | A Cidade

Regressamos à programação habitual começando a viagem a um lugar onde fui feliz de forma inesperada: Lyon! Se me seguem pelo Instagram sabem que no final de Abril visitei esta cidade, sem expectativas ou planos. Não fazia a mínima ideia ao que ia, e fui agradavelmente surpreendida. E com vontade de um dia regressar!


Lyon traz-nos aquela arquitectura francesa que tanto arrebata o meu coração, lado a lado com uma modernidade equilibrada e saudável. Tem ruas largas, limpas e bonitas. Tem zonas menos cuidadas, também, mas ainda assim cheias de vida e movimento. Tem a zona histórica - maravilhosa! - e zonas verdes que equilibram a paisagem. Se vale a pena a visita? Espreitem as fotos e digam-me vocês!






Vieux Lyon foi definitivamente a minha zona favorita da cidade. Irei dedicar-lhe um post completo em breve, mas para já fica o registo: muito turística, é verdade, mas ainda assim cheia de vida e com uma identidade própria, seja de dia, cheia de animação, pessoas, comércio e turistas, ou de noite, com as suas ruas escurecidas e tornadas misteriosas.