A banalidade da palavra "Amor" foi o tema que os meus quatro fantásticos me propuseram. Mesmo a ver se fazem de mim uma pessoa negra e pessimista. Mas não lhes vou fazer a vontade!
A verdade é que seria muito fácil dar aqui uma de velha do Restelo e começar a falar das vezes em que, em adolescente, dizia "amo-te" aos meus amigos - ao amigos e aos "amigos" - com a mesma facilidade que dizia "até amanhã". Sim, eu era dessas, escrevia "amu-t*". Ou coisa do género, não me lembro. Mas não usava "amu-teh!", ao menos isso! Ou falar daqueles casais que no final do primeiro dia já dizem que se amam loucamente. E talvez até amem, sei lá eu.
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Mas não quis ir por aí. A verdade é que, num mundo tão desprovido de amor como o nosso tem sido nos últimos tempos, acho que é melhor distorcer um pouco as palavras e olhar apenas para os significados que me dão jeito. Se tomarmos banal como sendo algo comum, normal (e sim, vou retirar-lhe a conotação negativa porque posso, porque sou eu que estou a escrever), afirmamos que a palavra Amor é uma palavra comum. Que está em todo o lado. E está, só temos que olhar com atenção.


